Adolescente vítima de tentativa de feminicídio em Cobija embarca para tratamento em Belo Horizonte com apoio do Instituto Inova

Adolescente vítima de tentativa de feminicídio em Cobija embarca para tratamento em Belo Horizonte com apoio do Instituto Inova

A adolescente G. A. P., de 16 anos, vítima de uma brutal tentativa de feminicídio ocorrida na cidade de Cobija, na Bolívia, embarcou no fim da tarde desta segunda-feira (13) para Belo Horizonte (MG), onde dará continuidade ao tratamento especializado após sofrer queimaduras em 95% do corpo. A transferência foi viabilizada com o apoio do Instituto Inova, sediado em Rio Branco.

O crime aconteceu na madrugada do último dia 5 de julho, quando a jovem foi incendiada pelo próprio namorado. Desde então, ela permanecia internada em estado grave no Hospital Roberto Galindo Terán, na capital do Departamento de Pando. As queimaduras foram documentadas por exame médico-legal, que apontou a necessidade de uma nova avaliação clínica dentro de cinco meses para analisar a evolução do quadro e as sequelas permanentes.

Diante da gravidade do caso, o presidente do Instituto Inova, Fritz Mendonça, juntamente com a diretora administrativa Juliana Lameira e toda a equipe da instituição, mobilizou esforços para garantir que a adolescente fosse encaminhada a um centro de referência em tratamento de queimados no Brasil.

A jovem e sua mãe, Olívia Puro, já haviam sido transferidas para o Pronto-Socorro de Rio Branco no último dia 7. Agora, em Belo Horizonte, a adolescente será internada no Hospital João XXIII, referência nacional no atendimento a vítimas de queimaduras graves. A previsão é de que o tratamento tenha duração aproximada de dois meses, podendo ser estendido conforme a evolução clínica.

Durante todo o período de internação da filha, Olívia ficará hospedada no Instituto Casa no Caminho, entidade parceira do Instituto Inova que oferecerá acolhimento, hospedagem e suporte à família.

O Instituto Inova atua em diversas frentes sociais no Acre, prestando apoio a mais de 80 instituições, entre comunidades terapêuticas, igrejas, associações de moradores, entidades filantrópicas e grupos culturais, além de desenvolver projetos nas cinco regionais do estado.

O caso comoveu moradores da região de fronteira entre Brasil e Bolívia e reforça o alerta para a violência contra mulheres e adolescentes, além da importância da cooperação entre instituições para garantir atendimento especializado às vítimas de casos extremos como este.