Mulher assassinada a facadas pelo ex-companheiro tinha medida protetiva contra o acusado
Uma medida protetiva expedida pela Justiça não foi suficiente para impedir o feminicídio de Juliana Barboza Cerqueira, de 44 anos, morta a facadas na manhã deste domingo (5), no Ramal do Japaozinho. O principal suspeito do crime, o ex-companheiro Aldemir Abreu de Oliveira, de 44 anos, foi encontrado morto horas depois, em um aparente caso de suicídio.
Segundo familiares, Aldemir descumpria constantemente a medida protetiva concedida em favor da vítima. Eles relataram que o homem costumava permanecer nas proximidades da residência de Juliana, monitorando sua rotina e observando quando ela estava em casa.
A Polícia Militar foi acionada após o crime e, ao chegar ao local, encontrou Juliana caída no chão com diversas perfurações provocadas por golpes de faca. A arma utilizada no assassinato foi localizada na entrada do imóvel e apreendida para os trabalhos da perícia.
Durante as buscas pelo autor, os policiais receberam a informação de que Aldemir havia sido encontrado morto em uma residência situada em um roçado, nas proximidades da casa da vítima. O local também foi isolado para os procedimentos da Polícia Técnico-Científica.
Os corpos foram removidos pelo Instituto Médico Legal (IML), e o caso será investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do feminicídio seguido de suicídio.
A tragédia reforça o alerta sobre a violência contra a mulher e a importância da denúncia de situações de ameaça, perseguição e descumprimento de medidas protetivas.
