Acre tem um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano do Brasil, aponta Pnud

Acre tem um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano do Brasil, aponta Pnud

O Acre está entre os estados brasileiros com menor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) em 2024, conforme dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação João Pinheiro.

Segundo o levantamento, o estado acreano registrou IDHM de 0,754, ocupando a penúltima posição no ranking nacional, ficando à frente apenas de Alagoas (0,746) e Maranhão (0,745).

O estudo compara indicadores entre 2012 e 2024 e avalia três pilares fundamentais para medir o desenvolvimento humano: renda, longevidade e educação. O índice varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano da população.

Apesar dos avanços nacionais, o Acre permanece entre os estados com desempenho mais baixo no país. Enquanto o Brasil saiu de 0,744 em 2012 para 0,805 em 2024, entrando pela primeira vez no grupo de países classificados com “muito alto desenvolvimento humano”, o estado acreano ainda enfrenta desafios estruturais que refletem diretamente nos indicadores sociais.

Os dados também evidenciam a permanência das desigualdades regionais no Brasil, especialmente entre estados das regiões Norte e Nordeste, que seguem abaixo da média nacional em diversos indicadores de qualidade de vida.

O ranking nacional é liderado pelo Distrito Federal, com 0,866, seguido por São Paulo (0,838) e Santa Catarina (0,833). Ao todo, dez unidades federativas alcançaram a classificação máxima de desenvolvimento humano.

Especialistas apontam que investimentos em educação, geração de renda, infraestrutura e acesso à saúde são fatores decisivos para elevar os índices de desenvolvimento e reduzir as desigualdades regionais.

@Afronteiraemfoco acompanha os principais dados e impactos sociais que influenciam a vida da população acreana.