Pastor é condenado a 19 anos e 6 meses de prisão por tentar matar a ex-esposa em Rio Branco

Pastor é condenado a 19 anos e 6 meses de prisão por tentar matar a ex-esposa em Rio Branco

O Tribunal do Júri condenou o detento Francisco Nivaldo Vieira Gomes, de 53 anos, conhecido no meio religioso como Pastor Evangélico Maycon Gomes, a 19 anos e seis meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pela tentativa de homicídio contra a ex-esposa, Cláudia Elisangela Silva de Souza, de 52 anos.

O julgamento foi realizado nesta quarta-feira (1º), no plenário da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar, no Fórum Criminal de Rio Branco. Ao final da sessão, os jurados acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público do Acre (MPAC), reconhecendo a responsabilidade do acusado pelo crime.

Crime aconteceu dentro do apartamento do casal

Segundo a denúncia do MPAC, a tentativa de homicídio ocorreu na madrugada de 2 de novembro de 2024, no apartamento onde o casal residia, localizado na Rua Francisco Mangabeira, no bairro Bosque, na capital acreana.

De acordo com as investigações, Cláudia chegou em casa durante a madrugada acompanhada do filho, situação que teria provocado a irritação do então marido. Após uma discussão, ela foi agredida fisicamente e atingida por um golpe de faca no braço esquerdo.

Mesmo ferida, a vítima conseguiu sair do apartamento, mas desmaiou na via pública devido à perda de sangue. Ela foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde recebeu atendimento médico.

Após o crime, Francisco Nivaldo foi preso em flagrante por policiais militares e permaneceu à disposição da Justiça.

Julgamento e condenação

Durante o julgamento, o promotor de Justiça Efraim Henrique Mendonça defendeu a condenação do réu pela tentativa de homicídio. A vítima prestou depoimento por videoconferência, além de outras provas apresentadas ao Conselho de Sentença.

Com base no conjunto probatório, os jurados decidiram pela condenação do acusado, que recebeu pena de 19 anos e seis meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

A decisão reforça o entendimento da Justiça de que crimes de violência contra a mulher devem receber resposta rigorosa, especialmente em casos de tentativa de feminicídio e violência doméstica.

Fonte: TV 5 e Ministério Público do Acre (MPAC).