Gladson Camelí diz que vai recorrer após maioria do STJ votar por condenação na Operação Ptolomeu

Gladson Camelí diz que vai recorrer após maioria do STJ votar por condenação na Operação Ptolomeu

O ex-governador do Acre, Gladson Cameli, comentou pela primeira vez neste sábado (9) a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que formou maioria para condená-lo no julgamento da Ação Penal 1076, relacionada à Operação Ptolomeu.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Gladson afirmou que recebeu o resultado “com tranquilidade” e garantiu que pretende recorrer da decisão tanto no próprio STJ quanto no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Tivemos um resultado ruim no STJ, mas essa não é uma decisão definitiva, nenhum ponto final. Pelo contrário, basta lembrar que o STF já havia julgado e declarado que muitas das acusações contra mim foram feitas de forma ilegal”, declarou.

O ex-governador afirmou acreditar na reversão da decisão e destacou que sua defesa seguirá utilizando os recursos previstos na legislação.

“Temos o direito de recorrer ao próprio STJ e ainda ao Supremo, que já nos deu ganho de causa na anulação das acusações obtidas de forma ilegal”, disse.

Durante o pronunciamento, Gladson Camelí voltou a negar qualquer irregularidade e classificou as acusações como perseguição política.

“O que estão fazendo contra mim é perseguição política”, afirmou.

O ex-governador também relacionou o processo ao cenário eleitoral deste ano e à possibilidade de disputar uma vaga ao Senado Federal.

“Tem gente que se acha poderosa, que vai ter que me enfrentar na urna. Mas a eleição é só em outubro e até lá vamos continuar com toda a garra e certeza da vitória. Continuo tendo absoluta confiança na Justiça, mas acredito mesmo é no julgamento pelo voto”, declarou.

Julgamento no STJ

O julgamento da Ação Penal 1076 foi concluído pelo STJ nesta semana, com oito votos favoráveis à condenação e três divergências relacionadas ao enquadramento dos crimes e ao tamanho da pena.

A maioria dos ministros acompanhou o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, que defendeu pena de 25 anos e 9 meses de prisão em regime fechado, além de multa e indenização ao Estado.

Segundo denúncia do Ministério Público Federal, Gladson Camelí teria liderado um esquema de desvio de recursos públicos investigado na Operação Ptolomeu. O caso envolve suspeitas de fraudes em contratos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A defesa do ex-governador ainda poderá apresentar recursos no STJ e também no STF.

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