Jorge Henrique dos Santos Fernandes, conhecido como “Jorge Negão”, estava escondido havia cerca de dois anos na zona rural de Bujari
Uma operação integrada entre as Polícias Civis da Paraíba e do Acre terminou, nesta quarta-feira (19), com a morte de Jorge Henrique dos Santos Fernandes, conhecido como “Jorge Negão”. Ele era investigado pela morte do policial civil paraibano Jerre Adriano de Sousa Ribeiro, assassinado em setembro de 2023, no município de Cajazeirinhas, no Sertão da Paraíba.
Jorge Henrique estava foragido havia aproximadamente dois anos e, segundo as investigações, havia se escondido em uma propriedade localizada na zona rural de Bujari, no interior do Acre. A localização do suspeito foi possível após um trabalho de inteligência realizado pelas forças de segurança.
A ação foi coordenada pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRACCO) da Polícia Civil da Paraíba, com apoio da Polícia Civil do Acre, da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE/AC), da Unintelpol/PB e do GAECO/PB. O objetivo era cumprir a prisão do investigado.
Suspeito reagiu à abordagem
Conforme as informações policiais divulgadas, durante a tentativa de prisão, Jorge Henrique teria reagido e iniciado um confronto armado com os agentes. Ele foi atingido por disparos.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e enviou duas ambulâncias ao local, sendo uma de suporte básico e outra de suporte avançado. Apesar do atendimento, a equipe médica constatou a morte do suspeito. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos periciais.
Durante as buscas na propriedade, os policiais apreenderam uma espingarda, uma pistola e um documento de identidade falso.
Investigação sobre a morte de policial
Jorge Henrique já respondia a processo por roubo na cidade de Pombal, na Paraíba, e era investigado por dois homicídios. Entre os casos estava a morte do policial civil Jerre Adriano de Sousa Ribeiro.
O policial foi assassinado em 9 de setembro de 2023, após deixar uma vaquejada em Cajazeirinhas. Inicialmente, a investigação considerou a possibilidade de o crime ter ocorrido após uma discussão de trânsito na saída do evento.
Com o avanço das investigações, porém, a Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de que o crime havia sido planejado. Imagens de câmeras de segurança, informações sobre veículos e outros elementos apontaram, segundo os investigadores, que o objetivo dos criminosos seria matar o policial para roubar sua arma funcional. O caso passou a ser tratado como latrocínio — roubo seguido de morte.
Jerre Adriano integrava a Polícia Civil da Paraíba desde 2016 e trabalhava na Delegacia de Passagem, vinculada à 15ª Delegacia Seccional de Patos.
A operação realizada no Acre encerrou uma fuga de aproximadamente dois anos do principal alvo da ação. Outras pessoas também foram presas durante a operação, e as investigações seguem para esclarecer completamente a participação dos envolvidos nos crimes investigados.
Da Redação — A Fronteira em Foco
Com informações de O Alto Acre e outras fontes de imprensa.
