Ataque de queixadas deixa dois indígenas gravemente feridos em aldeia no alto rio Iaco, no Acre
Vítimas sofreram ferimentos nas costelas e na coxa; resgate foi improvisado com transporte em redes pela mata
Dois indígenas da aldeia Vida na Floresta, localizada na região do alto rio Iaco, no município de Sena Madureira, interior do Acre, ficaram gravemente feridos após um ataque de queixadas ocorrido em área de floresta isolada. O caso mobilizou moradores da comunidade e equipes de apoio devido à dificuldade de acesso ao local.
As vítimas sofreram lesões nas costelas e na coxa e não conseguiram se locomover após o ataque dos animais silvestres. Diante da distância até a aldeia e da ausência de acesso para veículos, o resgate precisou ser realizado de forma improvisada, com os feridos sendo transportados em redes carregadas pela mata até a chegada ao ramal do Icuriã, no município de Assis Brasil.
Entre os feridos está o indígena Francisco Brasil Matias Manchineri, de 54 anos, considerado o caso mais grave. Ele deu entrada na tarde desta terça-feira (5) no Hospital Regional Raimundo Chaar, em Brasiléia, e deverá ser transferido para Rio Branco para atendimento especializado.
Um dos participantes do socorro relatou as dificuldades enfrentadas durante a operação de resgate. “Ainda estamos um pouco distante da barraca, mas estamos aqui para lutar por eles”, afirmou.
As queixadas são animais silvestres que costumam andar em bandos e podem reagir de forma agressiva quando se sentem ameaçados, principalmente em áreas de mata fechada. O ataque acendeu alerta para os riscos enfrentados por moradores e trabalhadores que transitam por regiões de floresta no interior do estado.
A previsão inicial era de que os feridos fossem encaminhados ao hospital de Sena Madureira para receber atendimento médico, mas devido à gravidade dos ferimentos, uma das vítimas precisou ser transferida para a capital acreana.

