Acre registra 13 casos confirmados de meningite e um óbito em 2026, aponta Sesacre
O Acre registrou 13 casos confirmados de meningite e um óbito pela doença em 2026, até a 28ª Semana Epidemiológica. Os dados constam no Boletim Epidemiológico nº 15/2026, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) na quinta-feira (23).
Segundo o levantamento, foram notificados 36 casos suspeitos de meningite neste ano, dos quais 13 tiveram confirmação laboratorial ou clínica. Entre os casos confirmados, cinco foram causados pela bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo), três por meningococo, dois por outras bactérias, um por Haemophilus influenzae, um por fungos e um por vírus.
O único óbito registrado em 2026 foi provocado por meningite pneumocócica. Com isso, a taxa de letalidade da doença caiu para 7,7%, a menor dos últimos cinco anos. Em comparação, o índice foi de 30% em 2025, 40% em 2024, 50% em 2023 e 22,2% em 2022.
De acordo com a Sesacre, o município de Cruzeiro do Sul concentra o maior número de casos confirmados neste ano, com seis registros. Rio Branco aparece em seguida, com dois casos. Também houve confirmações nos municípios de Feijó, Porto Acre, Porto Walter, Senador Guiomard e Xapuri, onde foi registrado o único óbito de 2026.
No mesmo período de 2025, o estado contabilizou 20 casos confirmados e seis mortes causadas pela doença, o que demonstra uma redução significativa no número de óbitos neste ano.
Casos atingem diferentes faixas etárias
O boletim epidemiológico mostra que a meningite continua afetando pessoas de diferentes idades. Entre os 13 casos confirmados em 2026, há registros em crianças menores de um ano, crianças de 1 a 9 anos, adolescentes, adultos e idosos.
O único óbito ocorreu em um paciente com idade entre 65 e 79 anos.
Prevenção
A Sesacre reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra os tipos mais graves de meningite. Além disso, é importante manter hábitos de higiene, evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal e procurar atendimento médico imediatamente em caso de sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, sonolência e confusão mental.
A Secretaria de Saúde orienta ainda que o diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento são fundamentais para reduzir o risco de complicações e mortes pela doença.
